Vamos falar sobre ergonomia?

Quando escutamos a palavra ergonomia, logo já relacionamos à postura e ginástica laboral,   mas a ergonomia vai muito além disso.

Segundo a IEA – Associação Internacional de Ergonomia, trata-se de uma disciplina científica relacionada ao entendimento das interações entre os seres humanos e outros elementos ou sistemas, e à aplicação de teorias, princípios, dados e métodos a projetos a fim de otimizar o bem estar humano e o desempenho global do sistema.

Assim, a ergonomia não se resume apenas ao bem estar humano em seu aspecto físico (biomecânicos e anatômicos), que é o mais conhecido, mas também sob o aspecto cognitivo, de modo a proporcionar o bem estar mental do homem nos mais diverso ambientes, inclusive virtuais, como em dispositivos eletrônicos, por exemplo.

Deste modo, a ergonomia cognitiva consiste no estudo da memória, raciocínio, estresse mental, velocidade e formas de respostas motoras dos seres humanos em relação a outros seres humanos, ambientes ou objetos.

Há, ainda a ergonomia organizacional, que se concentra na influência da organização do homem com o trabalho, por exemplo, no que tange ao clima organizacional e modelo de gestão.

Para ser um profissional da área, é preciso realizar uma pós graduação em ergonomia. Não é necessário ser médico, como costuma se pensar, bastando que a formação em ensino superior tenha alguma afinidade com as matérias estudadas na ergonomia. Assim, podem ser ergonomistas fisioterapeutas, enfermeiros, engenheiros, educadores físicos e psicólogos, por exemplo. Posteriormente é necessário ser aprovado no Exame Nacional de competências em ergonomia para ostentar o título de ergonomista.

Desta forma, apesar de muitos profissionais realizarem análises ergonômicas, somente o profissional devidamente habilitado neste exame é que possui a competência para redigir um laudo ergonômico.

E ainda, tratando sobre a análise ergonômica, insta destacar que esta deve ser realizada de forma individual, jamais quanto a um grupo, pois aspectos particulares influenciam na interação de cada ser humano com o meio ambiente. Neste ponto, devem ser sopesados, por exemplo, o peso corporal, idade, a posição de dormir, as atividades realmente desempenhadas (além daquelas que constam na descrição da função) para a conclusão de um laudo ergonômico sob o aspecto físico.

Assim, tanto a análise ergonômica realizada por um profissional não devidamente habilitado, quanto a realizada de forma generalizada, prescindem de elementos para a sua validade e eficácia para proporcionar a melhoria do bem estar humano.

A matéria é bastante complexa e interessante, pelo que a presente reflexão é apenas um ponto de partida para a análise crítica sobre a ergonomia.   

 

 

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